“Mico” ou Copilot Voice? O que é o novo assistente por voz da Microsoft e como usar
A Microsoft apresentou um novo assistente por voz para o Copilot — oficialmente chamado Copilot Voice — que parte da imprensa e usuários já apelidaram de “Mico”. Ele permite conversas naturais, oferec...
A Microsoft apresentou um novo assistente por voz para o Copilot — oficialmente chamado Copilot Voice — que parte da imprensa e usuários já apelidaram de “Mico”. Ele permite conversas naturais, oferece quatro vozes, pode ser interrompido no meio da fala e chega primeiro em inglês (Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e EUA), com expansão prometida nos próximos meses.

O que é o “Mico” e qual é o nome oficial?
O que há por trás do apelido? Trata-se da interface de voz do Copilot, anunciada em jan/2025, que a Microsoft chama formalmente de Copilot Voice. A proposta é simples e ambiciosa: diálogo natural, respostas rápidas e possibilidade de interromper a fala do assistente para reformular o pedido — algo na linha do assistente por voz do ChatGPT, com foco em fluidez e controle do usuário (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
No lançamento, o Copilot Voice chegou em inglês para Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos, com quatro vozes disponíveis. A Microsoft prometeu ampliar idiomas e regiões “nos próximos meses” — um roteiro de expansão típico para recursos de IA que exigem ajuste fino de linguagem e sotaques (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
E o apelido “Mico”? Até 23/10/2025, ele não aparece na documentação oficial da Microsoft — que nas páginas e guias se refere ao recurso como Copilot Voice (Fontes: Microsoft Copilot, Copilot Studio). “Mico” é um apelido que circula em publicações e redes e, no Brasil, evoca a expressão “pagar mico”. Irônico? Um pouco. Mas nomes pegam quando funcionam — e quando simplificam a conversa.
O que ele faz hoje — e o que vem aí?
Hoje, o Copilot Voice permite:
- Conversas por voz com linguagem natural e respostas rápidas.
- Interrupção no meio da fala para corrigir a rota sem recomeçar do zero.
- Quatro vozes para escolher, variando timbre e entonação.
- Integração com o app redesenhado do Copilot em iOS, Android, web e Windows, anunciado em jan/2025 (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
Novos modos reforçam a proposta:
- Copilot Daily: um “rádio do seu dia”, com notícias, clima e dicas narrados por uma voz digital — começou por EUA e Reino Unido (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
- Copilot Vision: em testes, entende o que está na sua tela para oferecer ajuda contextual — algo na linha do Recall, mas com ênfase em controles de privacidade mais estritos (Fonte: Tecnoblog).
Algumas capacidades chegam primeiro aos Copilot+ PCs, computadores com potência para rodar IA localmente, reduzindo latência e dependência de nuvem (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog). Isso não exclui os demais dispositivos: o redesenho do app alcança iOS, Android e web, com melhorias de usabilidade e sugestões na tela inicial.
Exemplo concreto, mostrado na demonstração de jan/2025: “Ideias de presente para alguém que não bebe vinho.” O assistente sugeriu azeites premium, uma caixa de chás artesanais ou uma cesta de snacks gourmet — justificando os porquês de cada escolha (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog). Simples, útil e com aquele toque de curadoria que separa o “ok” do “puxa, que boa ideia”.
Quanto custa e quem pode usar?
Para o consumidor, há dois caminhos:
- Experiência básica gratuita do Copilot.
- Assinatura do Microsoft 365 Premium, que libera limites mais altos no Copilot, recursos avançados de IA e aplicativos como Word, Excel, PowerPoint e Outlook com Copilot integrado. O pacote inclui até 6 TB de armazenamento em nuvem (1 TB por usuário), Microsoft Defender e ferramentas com IA como Designer e Clipchamp (Fonte: Microsoft Copilot).
Preços no Brasil variam por plano e promoções, então vale consultar a página oficial do Microsoft 365 Premium antes de decidir. A boa prática aqui é comparar o custo mensal com o ganho de produtividade estimado — sobretudo se a empresa já vive no ecossistema Microsoft.
No corporativo, o “lado voz” ganha camadas extras:
- Implementações de atendimento por voz passam pelo Copilot Studio e Dynamics 365 Customer Service.
- A modalidade é Fala & DTMF (tons de discagem), com tópicos de sistema criados automaticamente — Detecção de silêncio, Fala não reconhecida e Pressionamento desconhecido — quando você ativa “Otimizar para voz” nas configurações do agente (Fonte: Copilot Studio).
- É essencial avaliar licenças do Dynamics 365, custos de telefonia, integração de PABX/SIP, latência de rede e observabilidade ponta a ponta. Se a voz for canal crítico, provisionar redundância é prudente — inclusive roteiros de fallback para agentes humanos.
O que muda para empresas no Brasil?
O timing é favorável. Segundo a 4ª edição da pesquisa da Bain & Company, 67% das empresas brasileiras colocam IA entre as cinco prioridades estratégicas para 2025, e 25% já têm ao menos um caso de uso. Onde a IA entrou, os ganhos médios reportados foram de +14% em produtividade e +9% nos resultados financeiros (Fonte: CartaCapital, 2025).
Do lado do consumidor, há tração: 93% dos brasileiros conectados já usaram genAI (maio/2025, Conversion + ESPM, via Forbes). E, em 2024, 54% relataram uso de IA generativa — acima da média global de 48% (Google/Ipsos, via Agência Brasil e Abranet). Um mercado que usa, confia e cobra experiências melhores é o empurrão que faltava para a adoção empresarial.
Micro-histórias verossímeis (exemplos hipotéticos):
- Varejo online (90 dias): um e-commerce do Sul roteia por voz dúvidas de entrega direto para o status do pedido, com fallback para humano. KPIs-alvo: reduzir TMA (tempo médio de atendimento) em 20%, elevar FCR (First Call Resolution) em 10 p.p. e subir NPS (Net Promoter Score) em 8 pontos. “Como explica um gerente de CX, ‘se a voz não resolve em 30 segundos, você perdeu o cliente — e a paciência dele pela semana inteira’.”
- Clínica em Recife (piloto 60 dias): agendamento por voz fora do horário comercial, triagem de urgência e confirmação via WhatsApp. Meta: diminuir no-show em 12% e reduzir fila de ligação no pico da manhã.
- Agro em Mato Grosso (prova de conceito 45 dias): produtor consulta por voz a previsão do tempo da fazenda e a umidade do solo (telemetria) para planejar pulverização. Objetivo: cortar deslocamentos e retrabalho, com alertas de janela ideal.
Para projetos de produtividade com Microsoft 365, estudos da Forrester citados por parceiros estimam ROI potencial entre 132% e 353% em três anos — números que variam por setor, maturidade de dados e escopo (Fonte: Maximize Software, citando Forrester). Não é garantia, mas é um norte para construir business case.
Quais são os riscos — e como implementar com governança?
Coloque a LGPD no centro. Voz é dado pessoal e, em muitos casos, sensível pelo contexto. Boas práticas mínimas:
- Base legal e consentimento: deixe claro quando e por que a voz será captada, com opt-in onde aplicável e alternativa não vocal.
- Minimização e retenção: capte apenas o necessário; defina prazos de retenção curtos por padrão e eliminação segura.
- Contratos e DPA: revise aditivos de processamento com provedores; explicite fluxos transfronteiriços e garantias de segurança.
- Privacy by design: mascaramento de PII, trilhas de auditoria, revisões de prompts e avaliações de impacto (DPIA) para os casos de uso de voz.
Em contact centers com Copilot Studio + Dynamics 365:
- Ative “Otimizar para voz” e use os tópicos do sistema (Detecção de silêncio, Fala não reconhecida, Pressionamento desconhecido) para reduzir atrito e orientar a conversa (Fonte: Copilot Studio).
- Estabeleça métricas de saúde: latência ponta a ponta, taxa de compreensão de fala (ASR, automatic speech recognition) e de linguagem (NLU, natural language understanding), quedas de ligação, transferências para humano, CSAT/NPS e custo por contato.
- Defina políticas de escalonamento: duas falhas de reconhecimento seguidas? Direto para humano. Silêncio acima de X segundos? Reconfirmação e, depois, transferência.
- Monitore vieses: sotaques, termos regionais e ruído ambiental são fontes clássicas de erro. Treine com amostras reais.
Próximos passos práticos:
- Piloto fechado (30–90 dias): 1–3 jornadas simples, com volume controlado e metas explícitas (por exemplo, -15% TMA, +8 p.p. FCR).
- Avaliação de riscos: DPIA, teste de estresse, red team de prompts de voz (injeção, fuga de contexto, alucinações).
- Go-live por ondas: comece no horário de menor tráfego, amplie gradualmente e mantenha plantão de engenharia/sustentação nos primeiros dias.
- Educação do usuário: scripts curtos de orientação (“fale em frases curtas”, “você pode interromper a qualquer momento”) evitam frustração.
- “Se tiver que escolher entre uma resposta bonita e uma resposta rápida, escolha a rápida. Depois você embeleza”, comenta uma gerente de operações — lembrando que voz é tempo real, como uma conversa no corredor.
Contexto rápido
- Anúncio: jan/2025, com redesenho dos apps de Copilot e a estreia do Copilot Voice; recursos extras como Copilot Daily e, em testes, Copilot Vision (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
- Disponibilidade inicial: inglês, em AU/CA/NZ/UK/US; expansão prometida (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
- Ecossistema: funcionalidades avançadas chegam antes a Copilot+ PCs; o app do Copilot em iOS e Android suporta chat e voz (Fontes: WhitepaperDocs, App Store).
Se você usa Microsoft 365 diariamente, o Voice tende a virar atalho natural. Se não usa, é uma porta de entrada de fricção baixa — falar é mais rápido que digitar, e ouvir, muitas vezes, é melhor que ler. É como pedir um café e o barista já saber que você prefere sem açúcar.
Como operar aqui
- Pessoal: atualize o app do Copilot (iOS/Android) e, se habilitado na sua região/idioma, experimente as quatro vozes. Dica útil: interrompa sem cerimônia quando a resposta não for o que você queria; o sistema foi desenhado para isso (Fontes: WhitepaperDocs, App Store).
- Empresa: defina um caso de uso focal (status de pedido, agendamento, FAQ regulatório), integre ao Dynamics 365 Customer Service, ative “Otimizar para voz” no Copilot Studio e mapeie o fluxo com os tópicos de sistema de voz (Fonte: Copilot Studio). Reserve tempo para treinar o NLU com termos locais — e meça tudo.
Na prática
Lembre da pessoa do outro lado. Voz amplia empatia, mas também expõe ruídos do processo. A conversa precisa ser curta, objetiva e tolerante a erros. País continental, sotaques múltiplos: vale incluir amostras de Recife, Curitiba, Manaus e Goiânia no dataset de testes. Pequenos detalhes fazem diferença. Às vezes, trocar “CPF” por “seu documento” salva a ligação.
- Pro tip: inclua reconhecimento de silêncio e re-confirmação de intenção em jornadas críticas. Evita “pingue-pongue” e a sensação de robô teimoso.
- Tenha mensagens de erro humanas: “Não entendi agora. Você pode repetir mais devagar?” é melhor do que “Erro 4001”.
Limites e trade-offs
- Idioma: por ora, o Voice estreou em inglês; o suporte a português depende do cronograma de expansão da Microsoft (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog).
- Recursos em teste: Copilot Vision ainda não está amplamente disponível; planeje como “nice to have”, não como base do processo (Fonte: Tecnoblog).
- Infraestrutura: voz exige rede estável; latência mata a experiência. Empresas com PABX legado terão esforço de integração.
- Marca: “Mico” pode ser um apelido simpático — ou um risco de ambiguidade em comunicação (“pagar mico”). Se for adotar o nome em campanhas, teste antes com clientes.
Quando não usar:
- Ambientes de alto ruído ou com confidencialidade extrema (compliance pesado) podem preferir texto ou humano direto.
- Processos que exigem validações jurídicas complexas, sem automações robustas, ainda são melhores com atendimento humano especializado.
E daqui pra frente?
A direção está clara: interfaces conversacionais serão onipresentes no trabalho e no consumo. A Microsoft sinaliza expansão de idiomas e regiões “nos próximos meses” e acelera integrações com o Microsoft 365 e PCs Copilot+ (Fontes: WhitepaperDocs, Tecnoblog). Do lado do usuário, o hábito já se formou: 93% dos brasileiros conectados usaram genAI em 2025; o salto de 2024 mostrou o país acima da média global (Fontes: Forbes, Agência Brasil, Abranet).
Para as empresas, o jogo agora é de execução: escolher casos de uso com ROI mensurável, implantar com governança e treinar modelos para o Brasil real — sotaques, jargões, gírias e tudo que cabe na nossa diversidade. Se a voz do “Mico” soar natural e resolver rápido, ela deixa de ser novidade para virar rotina. É aí que mora o valor.
Fontes
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